Em meio à crise, infectologista responde dúvidas da população

A médica Infectologista da Unimed, Dra. Haydeé Marina esclarece questionamentos como para onde ir em caso de suspeita

 

 

Existem diversas receitas caseiras para eliminar o coronavírus do organismo sendo divulgadas nas redes sociais, no entanto, não se sabe se, de fato, funcionam. Alguns sintomas são semelhantes à gripe e resfriados comuns, deixando indagações sobre a necessidade de ir a um hospital. Diversas dúvidas como essas foram esclarecidas.

 

Sobre os sintomas, a Dra. Haydeé Marina comenta que são semelhantes aos da gripe comum. “A pessoa vai ter febre, dor de garganta, coriza, dor muscular. 80% das pessoas vão evoluir bem, vão ter esses sintomas e vão evoluir para a cura. 20% dos casos vão precisar de internação, já que o remédio na veia age muito mais rápido, mas ele vai voltar para casa. Menos de 5% das pessoas vão evoluir para necessidade de UTI”, afirma.

 

Crianças e bebês podem sim pegar o vírus e evoluem bem, de acordo com estudos da China. A gestação é imunodepressora, precisando tomar cuidados redobrados e a amamentação não é contraindicada para as mães que estão com o vírus. Pessoas que tem rinite não estão no grupo de risco. Já para a prevenção, o álcool precisa ser 70%. Gargarejos com água morna, sal e vinagre não eliminam o vírus.

 

Uma das dúvidas mais comuns é a de quando procurar um médico. A Unimed Campo Grande lançou a Central do Covid-19, no qual médicos infectologistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e enfermeiros estão destinados a trabalhar exclusivamente com pessoas que possam estar com o vírus.

 

O atendimento inicial será feito por telefone e então o paciente responderá a um questionário, respondendo perguntas se já tem alguma doença, por exemplo. A partir desse momento, iniciará um monitoramento e as indicações necessárias serão feitas.

 

O teste também é feito de forma simples. “Imagina um cotonete bem grandão que vai colocar na narina direita, na narina esquerda e nasofaringe. Eles vão pegar um pedacinho do vírus e vão amplificar e ver se está presente, detectando ou não o coronavírus”, explica.

 

Depois de infectado, as chances de reincidência são mínimas, mas podem ocorrer. “O vírus fica cinco dias encubado e a partir do quinto dia começa a ter o sintoma. Esse período dura 14 dias e a pessoa vai embora. Nessa ida embora, o pessoal da China colheu o suabe (objeto semelhante ao cotonete) e detectou uma carga viral. A literatura tem discutido que essa carga viral é baixa e por isso ela não seria infectante”.

 

O tratamento é diversificado para cada caso. “As pessoas vão ficar em casa, que é a chamada quarentena, isolamento domiciliar, durante os quatorze dias sintomáticos. Comer, tomar bastante líquido, arejar o local onde ela está e ficarem sozinhas, para não passar para as outras pessoas de casa e não compartilhar objetos pessoais. Se tiver febre, o médico vai passar um remédio”, comenta.

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