Especialista explica como agir em casos de picadas de escorpiões

No verão, aumenta o número de acidentes envolvendo o animal peçonhento

 

 

No verão, entre os meses de dezembro e março, aumenta a incidência de escorpiões. O tempo quente e chuvoso é ideal para o aparecimento desse animal peçonhento que gosta de se abrigar em locais escuros, com lixo, entulhos e dentro de bueiros.

 

Nos últimos quatro anos, Campo Grande registrou um aumento de 46% nos acidentes envolvendo escorpiões. De acordo com os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), somente em 2018 foram 688 casos registrados na Capital.

 

De acordo com a angiologista, cirurgiã vascular e vice-presidente do Hospital Unimed Campo Grande, Dra. Silvana Mendonça Demeis, com alguns cuidados simples é possível evitar o aparecimento desse animal peçonhento nas residências.

 

“Manter a casa e os quintais limpos, descartar entulhos, como papeis, madeiras e tijolos, manter os ralos das pias dos banheiros e cozinha fechados e, principalmente, eliminar baratas e outros insetos, pois eles servem de alimento para os escorpiões, são medidas simples para combater o escorpião”, explica a médica.

 

As primeiras medidas a serem tomadas ao se identificar um acidente com escorpiões é lavar o local com água corrente e procurar o atendimento médico mais próximo e, em hipótese alguma, colocar gelo no local da picada, não garrotear (apertar) o membro e não colocar nenhuma outra substância, como pó de café e pomadas.

 

Os acidentes com escorpiões são classificados em leve, moderado e grave, que leva em consideração a intensidade dos sintomas.

 

“No acidente leve, o paciente apresenta dor intensa e um certo inchaço no local da picada. No moderado, o paciente também tem dor intensa, inchaço no local, mas pode ter também vômito e tontura. Já nos casos mais graves, esses sintomas têm uma intensidade ainda maior, com muito vômito, a pressão arterial e a frequência cardíaca podem subir ou descer e o paciente pode ter convulsões”, descreve a Dra. Silvana.

 

O tratamento, segundo a especialista, varia de acordo com a intensidade dos sintomas. Nos casos leves, é baseado no controle dos sintomas e na observação do paciente no pronto-socorro. Já nos casos moderados e graves, além do controle dos sintomas, é recomendado a aplicação do soro antiescorpiônico.

 

Vale ressaltar que o Hospital Unimed Campo Grande conta com uma equipe de plantonistas preparada para reconhecer e tratar acidentes envolvendo escorpiões.

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