Galeria incentiva inclusão social e novos talentos

Por em dezembro 12, 2018 11:51 am , Categorias: Categorias: Categorias:

 

 

A criançada tomou conta do Museu de Arte Contemporânea (Marco) nesta terça-feira (11). Todas com os olhares atentos para suas próprias obras, expostas pela primeira vez no museu.

 

Trata-se da inauguração da primeira galeria do Marco com mostra de crianças e adolescentes de seis instituições de ensino de Campo Grande e de Bonito. ‘Esticador de Horizontes’ apresenta pinturas e esculturas de jovens artistas de estudantes da Mace, Centro de Educação Infantil Jose Eduardo Martins Jallad (Cei ZEDU), Escola Gappe, Associação Juliano Varela, Centro de Integração da Criança e do Adolescente (Cica) e Escola Despertar.

 

Também conta com painéis produzidos por estudantes de Bonito durante a 19ª edição do Festival de Inverno de Bonito e por jovens que participaram das atividades do Dia das Crianças no Parque das Nações Indígenas em homenagem ao aniversário do Estado de Mato Grosso do Sul.

 

O artista Igor Domingues, de 10 anos, expõe orgulhoso o dragão que pintou. Igor é autista, e participa das oficinas de artes no Centro de Integração da Criança e do Adolescente (Cica). A educadora Sandra Aparecida Pereira afirma que ele evoluiu muito depois que começou a frequentar as aulas. “Ele está mais participativo, interagindo com os colegas. Após as aulas de artes, ele passou a se interessar pela cultura de outros países, e depois das aulas começou a interagir com as outras crianças, contando para elas as histórias que havia aprendido. Antes ele não parava na sala, era muito agitado, as aulas de artes estimularam a concentração. As professoras conseguiram passar coisas boas para ele”.

 

 

Paola de Moura, 12 anos, aluna do 8º ano, é um exemplo de dedicação na Cica. Ela mostra o dragão que desenhou e explica o que lhe dá inspiração. “Eu vi o dragão numa foto, a professora mostrou o molde pra gente, daí eu criei. Dragão para mim é uma coisa feroz, né. Eu tenho muita inspiração pela arte, gosto muito do desenho”.

 

 

O artista Guido Barbosa, de 17 anos, tem Síndrome de Down. Ele é estudante do 8º ano da Escola Oliva Enciso e a obra que ele produziu e que está na exposição é um quadro retratando uma piranha. “O Guido adora filmes de piranhas, com esses peixes comendo gente”, explica o artista visual Ton Barbosa, pai do estudante. “Eu sempre levei meu filho nas mostras de arte, aí ele começou a querer produzir arte. Vendo este interesse, comecei a passar meus conhecimentos para ele. Acredito que em breve ele vai estar trabalhando sozinho”.

 

 

A coordenadora do Marco, Lúcia Monte Serrat, falou que o objetivo é fazer esta exposição infanto-juvenil todos os anos com a doação de obras das escolas que realizaram exposições no museu durante o ano, com a finalidade de se criar um acervo.

 

“A intenção é fazer com que a criança comece a valorizar o trabalho de arte, fazendo um trabalho de arte educação, e ter material para divulgar o que as crianças fazem. Tem trabalhos fantásticos, com isso teremos pessoas mais sensíveis à arte. Também pretendemos trazer mais pessoas ao museu, porque vindo as crianças, vêm também os pais, professores e pessoas que nunca vieram ao museu, descobrindo que o museu é um espaço interessante, de cultura e lazer. O museu é um espaço vivo”.

 

Interessados em visitar a galeria ‘Esticador de Horizontes’ e conhecer os trabalhos produzidos pelas crianças podem se dirigir ao Museu de Arte Contemporânea de terça a sexta feira, das 7h30 às 17h30. Sábados, domingos e feriados das 14 às 18 horas.

 

O Marco fica na Rua Antônio Maria Coelho, 6000 – Parque das Nações Indígenas. Fone: (67) 3326-7449. Entrada franca. Escolas podem agendar visitas mediadas ao Museu por telefone.