Mais mulheres podem entrar na disputa pelas prefeituras

Experientes ou iniciantes em eleições majoritárias formam expressiva legião de lideranças Por em fevereiro 5, 2020 2:08 pm , Categorias: Categorias: Categorias: Categorias:

 

 

A experiência conta na política, mas esse quesito já deixou de ter a força que teve durante décadas. Agora, juventude e audácia também são ingredientes que podem fazer a diferença numa disputa eleitoral. Esta realidade anima dirigentes partidários e dá às mulheres um combustível especial para sonhar e projetar alturas maiores nos voos da vida pública, como as eleições municipais.

 

Em Mato Grosso do Sul, a experiência é uma das armas de ex-prefeitas que já se declararam pré-candidatas ou estão sendo cotadas para o jogo sucessório. Uma delas é a presidente da Fundação Estadual de Cultura (FCMS), Mara Caseiro (PSDB), que pode ser repatriada por conterrâneos para concorrer a um cargo que já ocupou em dois mandatos, o de prefeita de Eldorado.

 

Mara começou como vereadora em 1996 e foi prefeita de 2001 a 2008. Em 2010 foi eleita deputada estadual e teve dois mandatos, não se reelegendo em 2016. Agora, pôs seu nome à disposição dos eldoradenses. O município tem tradição de prestigiar as mulheres. Depois de Mara Caseiro outra presença feminina comandou a Prefeitura por oito anos, Marta Maria de Araújo (PT).

 

POSSIBILIDADES

 

Em 2004, os eleitores de Santa Rita do Pardo quebram a sequência masculina e colocaram no poder a professora Eledir Barcelos de Souza, à época no PT, reelegendo-a em 2008. Tentou voltar em 2016, candidatando-se pelo PTB, mas perdeu por mil votos para Cacildo Dagno Pereira (PSDB). Comenta-se na cidade que ela não tem intenção de aposentar-se da política ainda.

 

 

Em 16 anos consecutivos, desde 2001, Três Lagoas foi administrada por duas mulheres emedebistas, a atual senadora Simone Tebet (MDB) e Márcia Araújo (MDB). Hoje, pelo que parece, não há uma opção feminina empolgando o eleitorado. Se quiser, o PT entra nessa ciranda, porque tem uma filiada que pode fazer o jogo. É a professora e advogada Luciene Maria da Silva e Silva, que foi candidata a vice-governadora na chapa de Humberto Amaducci em 2016.

 

Em Corumbá, município com quase 242 anos e que nunca teve uma mulher na Prefeitura, os eleitores aguardam o dia em que essa rotina se altere. Não é provável que seja desta vez, pois o nome feminino melhor avaliado pelas pesquisas é o da deputada federal Bia Cavassa. Ela, porém, é do PSDB, mesmo partido do prefeito Marcelo Iunes, que tem a preferência do governador Reinaldo Azambuja. Assim, para Bia ser candidata só se for por outra legenda. É improvável.

 

 

No caso de Aparecida do Taboado, uma ex-vereadora e ex-secretária de Saúde e de Administração entrou em cena para reivindicar o direito de concorrer. É Sirlei Melo. E, além do próprio currículo, ela chega no cenário com um prestigiado “cabo eleitoral”, o marido Vílson Melo, um médico popular que já foi prefeito em dois mandatos.

 

 

Já em Jardim, a vereadora Lizette Bazzo, viúva do prefeito Evandro Bazzo, é a aposta do PSB e tem o dirigente máximo da sigla, Ricardo Ayache, entre seus grandes incentivadores.