“MS tem um governo responsável”

Deputado diz que PSDB não escolhe adversário e destaca lutas como a defesa da vida e a prevenção à violência Por em agosto 27, 2018 12:48 pm , Categorias: Categorias: Categorias:

 

* Por Geraldo Silva

 

 

O deputado estadual Rinaldo Modesto (PSDB), que sendo um dos interlocutores de ponta do governo estadual cumpre desafios complexos nos embates e interlocuções da rotina política, é candidato à reeleição. Em sua bagagem de argumentos carrega certezas como o potencial de Mato Grosso do Sul para vencer as dificuldades e o papel decisivo do governo Reinaldo Azambuja na retomada do desenvolvimento.

 

De origem humilde e interiorana, família calejada pela árdua labuta na lavoura, ele se interessou pela política quando constatou a vocação e o sentimento de contribuir com a melhoria da qualidade de vida das pessoas. No movimento comunitário reforçou o desejo de combater as injustiças e apontar soluções contra a desigualdade social e econômica.

 

Segundo o Professor Rinaldo – como gosta de ser chamado, por sua formação para o Magistério -, as transformações que o governo de Reinaldo Azambuja realiza no Estado o capacitam para um novo mandato. Indagado quem seria o adversário preferido se numa eventual eleição em dois turnos o candidato tucano avançasse, afirmou não existir preferência: “Não cabe a nós escolher”, enfatizou.

 

Nesta entrevista exclusiva à FOLHA DE CAMPO GRANDE, Rinaldo Modesto comenta as gestões de Azambuja e do prefeito Marquinhos Trad, fala da vocação que abraçou e aborda algumas das bandeiras de seu mandato.

 

FOLHA DE CAMPO GRANDE – De uma origem interiorana e influência rural, da vocação natural para a agricultura o que o levou a se interessar por política?

RINALDO MODESTO – O desejo de contribuir com a qualidade de vida das pessoas me levou ao interesse pela política. Iniciei minha trajetória no movimento comunitário, onde tive grande destaque pela criação da guarda comunitária e do projeto de Medicina Preventiva na Comunidade, que fizeram a diferença na vida das pessoas do meu bairro e região.

 

FCG – Quando entrou na vida pública quais eram seus maiores ideais e quais deles não foram realizados?

RM – Nosso ideal sempre foi fazer com que a educação fosse prioridade do Governo, pois sei que somente por meio dela podemos transformar a vida das pessoas, como aconteceu comigo. Percebo que tivemos avanços, porém, ainda falta muito para que tenhamos uma sociedade mais igualitária e mais humana, onde todos possam exercitar plenamente a sua cidadania.

 

FCG – Um deputado fiscaliza o Executivo e faz leis, não pode fazer obras nem legislar matéria financeira. Como é possível ir além desses limites?

RM – Os limites que podemos ultrapassar são por meio do diálogo, fazendo a interlocução entre o Poder Público e a população, buscando, de forma harmônica, a solução das demandas existentes.

 

FCG – O senhor atua bastante na prevenção e combate à violência contra a mulher. E como é que ficam nesta luta questões como o aborto, a participação política da mulher e o empoderamento feminino?

RM – A luta contra o aborto é uma bandeira que temos, pois lutamos pela vida! É de nossa autoria a Lei nº 4.105/2011, que instituiu a Semana de Prevenção ao Aborto em Mato Grosso do Sul. Também damos total apoio à participação da mulher, não só na política, mas em todas as áreas da nossa sociedade. Fomos grandes parceiros da Subsecretaria de Estado de Políticas Públicas para as Mulheres, participando de diversas ações realizadas pela Drª Luciana Azambuja, pois acreditamos na necessidade desse fortalecimento. Sobre a participação política da mulher, é inegável nosso apoio, o exemplo já vem de casa, com minha irmã Rose Modesto.

 

 FCG – O governador Reinaldo Azambuja adotou medidas amargas e até antipáticas garantindo ser necessárias pela governabilidade. Isso trouxe problemas políticos e eleitorais para a base governista que vai disputar as eleições?

RM – Se tivermos que usar uma palavra para definir a gestão Reinaldo Azambuja, essa palavra é responsabilidade. Foi um Governo que tirou onde precisava tirar, cortou na própria carne diminuindo secretarias e fez os ajustes necessários para o Estado não quebrar e também não parar. Algumas medidas, mesmo que amargas, são necessárias, quando você dá um remédio para teu filho, não faz porque é gostoso, mas porque ele precisa naquele momento. E se por um lado essas medidas trouxeram algum desgaste, por outro podemos também destacar que o Governo Reinaldo foi municipalista, não olhou para partido político ou ideologia partidária, mas atendeu a todos os 79 municípios de nosso Estado.

 

FCG – Está prevista uma disputa em dois turnos no Estado. Na suposição de que o PSDB avance e considerando as pesquisas, qual o adversário mais complicado? O PDT ou o MDB?

RM – Não cabe a nós escolher adversário. Nosso papel é mostrar à população o grande trabalho realizado pelo Governador Reinaldo. Mesmo com a crise que assola todo o país, onde 20 estados da Federação estão com dificuldades para pagar sua folha salarial, Mato Grosso do Sul é destaque nacional, sendo o segundo Estado do país que mais investiu em infraestrutura, fizemos mais pontes de concreto em menos de quatro anos do que todos os governos anteriores juntos, contribuindo muito com o pequeno produtor. Também somos o sexto Estado que mais investiu em segurança. O Programa MS Mais Seguro é o maior programa de investimentos em segurança de nossa história, foram adquiridas viaturas e armamentos para todos os municípios, além da ampliação do efetivo policial. Na saúde, tiramos a antiga promessa de regionalização da saúde do papel, com a reforma, ampliação e construção de diversos hospitais por todo o Estado, tivemos ainda a Caravana da Saúde, que praticamente zerou uma fila que existia há mais de 10 anos para cirurgias eletivas. Já na educação, além de termos o maior salário do professor no Brasil, fizemos melhorias em praticamente todos os municípios, como reforma e ampliação, bem como construção de novas escolas.

 

FCG – Qual sua avaliação sobre a gestão do prefeito Marquinhos Trad? O que foi feito de importante e o que falta fazer na cidade?

RM – Sabíamos que quem assumisse a administração da Capital teria muita dificuldade, a cidade acumulava problemas e tínhamos ainda a crise econômica, mas nossa torcida é para que o prefeito Marquinhos faça uma boa gestão, pois queremos a melhoria da qualidade de vida da nossa população.