PSDB, MDB, PT, PSL, PDT e PSC congestionam a fila

A deputada federal Rose Modesto: livre para voar Por em março 20, 2019 11:57 am , Categorias: Categorias: Categorias:

 

 

A previsão de disputa pulverizada em 2020 na sucessão de Marquinhos Trad (PSD) é baseada em uma lógica cujo fundamento tem a anuência dos principais dirigentes e interlocutores partidários. Entre os partidos que se destacam na cidade, o PSDB, MDB, PT, PSL, PDT e PSC alinham razões que sustentam a possibilidade e a ambição de disputar a Prefeitura.

 

O PSDB foi adversário de Marquinhos e chegou ao segundo turno em 2016, com Rose Modesto acossando o pessedista na contagem dos votos. Campeã de votos para a Câmara Federal, está muito bem assentada no conceito dos tucanos para ingressar no páreo. Estímulos ela vem colecionando aos poucos. O Podemos, por exemplo, já está na sua conta de seguidores. Especula-se que o PP pode ser o próximo a colocá-la no andor, apesar da insistência de Alcides Bernal em manter o controle da legenda. Disciplinada em relação ao governador Reinaldo Azambuja, mas independente para defender os seus projetos. E o de ser candidata da vez será respeitado e apoiado pelo governador.

 

OPÇÕES

 

No MDB, os abalos eleitorais que impactam a legenda – uma das mais desgastadas do País – não tiram dela os méritos de seu histórico e a força que ainda tem para resistir como uma das mais encorpadas organizações políticas nacionais. Se o ex-governador André Puccinelli, seu mais forte líder popular, continuar inelegível, restam outras opções: a senadora Simone Tebet, o ex-senador Waldemir Moka, o ex-deputado federal Carlos Marun e o deputado estadual Márcio Fernandes andam enfileirados por essa trilha.

 

 

No caso dos petistas, a incógnita é também um ex-governador: Zeca do PT. Ele não teve sucesso como candidato ao Senado. Contudo, em função do forte apelo popular e da tradicional cota de eleitores do partido na cidade (entre 10% a 20%), Zeca pode ter mais uma chance de voltar à ativa na disputa por mandatos. Sem ele, as opções do PT na capital, entre os nomes mais conhecidos, ficariam restritas aos deputados estaduais Cabo Almi e Pedro Kemp.

 

 

O PSL saiu das urnas de outubro como uma grande força eleitoral, turbinado pela febre bolsonarista. Não se sabe se essa febre conservará alta temperatura no próximo ano, mas ao menos três dos eleitos pela legenda figuram entre os campeões das urnas e têm caminho aberto para o enfrentamento sucessório: os deputados estaduais Capitão Contar (o mais votado) e Coronel David, que já assume a pré-candidatura, e a senadora Soraia Thronicke, uma das maiores surpresas do pleito.

 

 

O promotor Sérgio Harfouche, do PSC, é outra figurinha carimbada que as urnas geraram para acontecer no cenário de disputas eletivas do Estado. Candidato a senador, não se elegeu, mas teve votação expressiva, chegando a superar o ex-prefeito e senador eleito Nelsinho Trad (PTB) na contagem dos votos de Campo Grande. Só por esse feito ele já fez por merecer uma vaga no elenco de prefeituráveis.

 

 

O PDT teria como primeira chamada no ano sucessório o nome de Odilon de Oliveira. Entretanto, o juiz federal aposentado destoa da legenda e percorre caminhos bem distantes das linhas programáticas do trabalhismo democrático. Foi candidato ao governo, chegou ao segundo turno, mas nunca esteve à vontade na legenda que foi de Leonel Brizola e Darcy Ribeiro.

 

Com isso, o juiz aposentado perdeu espaço para novas incursões eleitorais. Precisa mudar de partido para não perder esse propósito ou abrigar-se numa sigla mais conservadora. O PSD, de Marquinhos Trad, por exemplo, com quem anda conversando. Isso deixa os pedetistas liberados para escolher um candidato. Sem o juiz e seu filho, o vereador Odilon Jr, dois nomes se sobressaem no PDT para a disputa: o deputado federal Dagoberto Nogueira e o deputado estadual Jamílson Name.