Campo Grande, 23 de Outubro de 2014

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21 OUT 2013

Encontro Regional do PSDB mostrou seus aliados

Muito mais do que apresentar um diagnóstico de que 96% da população aponta a Saúde como o maior problema de Mato Grosso do Sul, o Encontro Regional do PSDB, ocorrido em Aquidauana no fim de semana, evidenciou quem são os aliados dos tucanos para as eleições do próxmo ano.

O Encontro contou com a participação de lideranças de diversos partidos: PT, DEM, PDT, PPS e PROS, além das principais lideranças do PSDB, que realiza o projeto.

Sob a coordenação do deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB), o projeto Pensando MS visa ser um fórum de discussões com a sociedade. O próprio coordenador do Pensando MS reforçou durante o primeiro Encontro Regional que não se trata de um projeto apenas do PSDB.

O senador Delcídio do Amaral (PT) marcou presença e disse que vai participar de todos os próximos encontros. “Quero acompanhar vocês nessa caminhada, temos mais sintonia que problemas”, comentou o senador. “Se não me convidarem, vou de bicão”, brincou ainda Delcídio.

Para o petista, quanto ao projeto, “é assim que a gente avança, fazendo diagnóstico, ouvindo as pessoas para construir uma proposta”. Ele disse ainda que o projeto para Mato Grosso do Sul deve ser voltado para o social, para que todos tenham oportunidade, um projeto que abandone a velha política.

Pelo DEM, estiveram presentes o deputado estadual Zé Teixeira e o deputado federal Luiz Henrique Mandetta. O parlamentar federal reforçou que o DEM quer ajudar a construir o Pensando MS, se for um projeto “transformador”. “Queremos construir o projeto junto com o PSDB, que é parceiro tanto em nível estadual quanto federal”, disse ainda.

O Encontro Regional contou ainda com lideranças do PPS, representado pelo presidente estadual, Athayde Nery; do PDT, deputado estadual Felipe Orro, e do PROS, os deputados estaduais Osvane Ramos e Lauro Davi.

Pensando MS

No âmbito do projeto Pensando Mato Grosso do Sul, a região de Aquidauana compreende, além desse município, Anastácio, Bodoquena, Miranda e Dois Irmãos do Buriti. Para 96% da população desses municípios, o problema mais grave refere-se à saúde, é o que aponta dados preliminares do projeto, apresentados pelo deputado federal Reinaldo Azambuja, com base em mais de 6 mil entrevistas.

Aquidauana sediou o primeiro de uma série de nove encontros regionais, ou seminários, do projeto que visa ouvir a população do Estado para, a partir de então, elaborar uma projeto de governo que contemple as potencialidades regionais, bem como proponha soluções para as demandas em cada região.

Reinaldo lembrou que o Pensando MS se estrutura num tripé: os seminários regionais, o levantamento junto aos moradores e consulta a especialistas e representantes da sociedade civil organizada, ouvindo pessoas e entidades como professores, pesquisadores, OAB, sindicatos, ex-prefeitos, associações comerciais, dentre outros.

Com relação ao problema mais grave apontado pelos moradores da região, Reinaldo acredita que uma das explicações para o diagnóstico seja a omissão do Estado. “O que eu vejo com esse programa do governo estadual o MS Forte, que em um mês gastou R$ 16 milhões em propaganda, será que esses R$ 16 milhões não poderiam ter sido investidos na saúde para a gente começar a diminuir esse problema?”, questionou Reinaldo. O parlamentar defendeu, como solução, a preocupação regionalizada com a saúde.

Os 6 mil entrevistados dos cinco municípios – Anastácio, Aquidauana, Bodoquena, Miranda e Dois Irmãos - apontaram como potencialidades o turismo, a mineração e a pecuária. Como problemas comuns aos municípios foram citados, entre outros, saúde (faltam médicos, remédios, exames), emprego e renda, educação (faltam creches), habitação (faltam casas populares) e segurança (faltam policiais, equipamentos), além da baixa qualidade na distribuição de energia.

Quanto aos problemas, além da saúde, também foi apontado como grave pelos moradores o conflito indígena e a falta de políticas para essa população. Conforme os entrevistados, falta saneamento nas aldeias, apoio para índios produzirem, um órgão mediador entre a comunidade indígena e o Governo do Estado. Embora a população predominante na região seja adolescente, faltam políticas públicas para a juventude.

Os entrevistados pediram, ainda, melhorias nas estradas e citaram como exemplo a MS-170, em péssimas condições.

Os entrevistados pelas equipes do projeto Pensando MS disseram que é praticamente inexistente a integração entre os municípios da região e sugeriram a criação de consórcio no ramo turístico. Também solicitaram a inclusão de propostas para dar incentivo fiscal para empresas e, assim, atrair investimentos na região.

Também foi sugerido um mapeamento e divulgação da fauna, flora, frutas nativas, mananciais de águas, morrarias, pontos turísticos e trilhas ecológicas, de forma integrada entre os municípios.

Como propostas para o desenvolvimento regional, os entrevistadores sugeriram ainda políticas para o fortalecimento do comércio local; ampliação da rede hoteleira; investimentos em uma faculdade regional e criação de oportunidades de trabalho e renda.

MS, “o filho rico”

Durante o evento, Reinaldo apresentou algumas estatísticas comparando o cenário atual entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Antes, porém, ele introduziu que por ocasião da divisão, Mato Grosso do Sul era visto com Estado modelo, “o filho rico e Mato Grosso era o filho pobre”. “Nós seríamos o Estado pujante, muito parecido com São Paulo, com Paraná”, acrescentou ainda.

“Mas os anos se passaram, o que aconteceu nos anos de 97 a 2013? nós tivemos um crescimento modesto e um retrocesso no curso natural da história [...] Temos desigualdades internas que perpetuam várias injustiças sociais”, disse o deputado. 36 anos depois da divisão, continua Reinaldo, quanto ao rebanho bovino, MS tem 21 milhões de cabeças, MT 28 milhões; quanto à produção de grãos, enquanto MS produz 15 milhões de toneladas, MT produz 45 milhões.

O deputado cita ainda a desvantagem do MS quanto ao PIB (Produto Interno Bruto) e PIB per capita, dentre outros, para ilustrar a inversão que houve nesses 36 anos após a divisão do Estado. “Mato Grosso do Sul precisa de uma nova política, isso que nós estávamos pensando quando nós propomos o Pensando Mato Grosso do Sul, fazermos juntos uma nova política para o nosso Estado”, disse ele.

 

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