Aulas por enquanto só por sistema online, decidem prefeitos

Gestores retardam atividades presenciais para não expor comunidade à Covid-19

Em assembleia-geral na última terça-feira (23), na sede da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), os prefeitos decidiram que o retorno às aulas na rede pública será inicialmente pelo sistema online, por um período de 30 dias, até que, se houver condição segura, sejam retomadas as atividades presenciais. A decisão aconteceu após longa e exaustiva discussão sobre o protocolo de biossegurança. A maioria entendeu não ser este o momento para abrir o ano letivo com aulas presenciais diante da gravidade da pandemia do novo coronavírus.

Os prefeitos preferem aguardar o cumprimento do calendário de vacinação no Estado até tomar outra decisão. A Assomasul considerou necessário optar pela prorrogação para iniciar as aulas em abril. Nesse período os municípios se ajustarão ao Protocolo de Retorno às Aulas, entre outros aspectos, diante da dificuldade de entrega dos insumos e EPIs (equipamento de proteção individual) licitados para cumprir as exigências de biossegurança.

A ideia inicial defendida por alguns gestores era que os municípios seguissem o calendário escolar defendido pela Secretaria Estadual de Educação, que prevê volta às aulas no dia 1º de março. Antes da votação, o presidente da Assomasul e prefeito de Nioaque, Valdir Júnior (PSDB), ouviu atentamente a opinião dos colegas e enalteceu a busca de soluções sensatas.

Outra situação citada foi a investidura de 38 novos prefeitos, uma vez que não houve tempo suficiente para a transição administrativa. O prefeito de Aquidauana, Odilon Ribeiro (PSDB), pontuou sua preocupação, observando que o município tem seis mil alunos e quase 900 funcionários na Educação. Sugeriu equilíbrio, como forma de prevenir novas contaminações, principalmente de professores e alunos.

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