Consumidor II: Gás, combustível, telefonia, transporte e alimentação entram na fila

Com encarecimento de energia, efeito cascata puxa a alta na cadeia de vários produtos

O encarecimento dos combustíveis e da energia elétrica traz uma série de custos que se tornam até proibitivos e muitos podem não conseguir honrar seus compromissos nos próximos meses. De acordo com a Serasa, a inadimplência em contas básicas, como energia, água e gás, representava 22,3% do total de débitos em maio, e a tendência é de crescimento com os sucessivos reajustes nos preços desses serviços.

Ao todo, há cerca de 40 milhões de faturas atrasadas no segmento. A alta no valor do gás de cozinha também tem pressionado a renda das famílias. “O aumento no valor das contas de luz e gás pode impactar o orçamento dos brasileiros e resultar no atraso do pagamento”, diz Nathalia Dirani, gerente da Serasa. Em dezembro, os calotes em serviços básicos bateram recorde – o percentual foi de 23,6%, maior valor de toda a série histórica iniciada em janeiro de 2018.

A inadimplência nessas contas cresceu mês a mês desde o início da pandemia de Covid-19, em março de 2020, mas caiu em janeiro deste ano e ficou entre 22,2% e 22,7% nos meses seguintes. O número de maio é 0,4 ponto percentual menor que o de abril. Em Campo Grande, a média do botijão de gás de 13 kg está em R$ 95,00.

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