Criação pantaneira tem linha especial de crédito e milho bate recorde

Gado fugindo das queimadas no Pantanal: prejuízo de monta aos criadores

Duas boas notícias aumentaram o elenco de medidas estimulantes para os produtores de Mato Grosso do Sul. Com recorde de produtividade, os produtores de milho fecharam a safra de inverno 2019/2020 com 10,618 milhões de toneladas colhidas. A produtividade de 93,4 sacas por hectare é a maior desde a safra 2013/2014. O boletim 378/2020 do Projeto SIGA-MS com o balanço da safra mostrou que a área de milho atingiu 1,895 milhão de hectares – mesmo inferior à safra 2018/2019, a produtividade atingiu marca recorde.

Entre as safras de 2013/2014 e 2019/2020 a produção cresceu 23,68%, a área plantada aumentou 13,47% e a produtividade teve incremento de 9%. O bom resultado na safra atual, apesar do atraso no plantio e redução da área cultivada, mostra que o produtor tem investido cada vez mais em tecnologias.

GADO

O produtor rural do Pantanal terá uma linha de financiamento no FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) em 2021 com R$ 180,5 milhões para auxiliar na recomposição das atividades econômicas da região, prejudicadas pela estiagem severa e pelas queimadas ocorridas no bioma ao longo de 2020. A destinação desse recurso, que pode ser utilizado por cinco mil produtores pantaneiros, foi aprovada por unanimidade na 14° reunião ordinária do Condel/Sudeco (Conselho Deliberativo do Desenvolvimento do Centro-Oeste) em atendimento à proposição feita pelo governador Reinaldo Azambuja.

Com isso, um alento revigorador brotou na classe, que há mais de século cria seus rebanhos sem ferir o ecossistema pantaneiro e em perfeita harmonia. Em Mato Grosso do Sul são 5.821 produtores pantaneiros de bovinos, que criam 3,2 milhões de cabeças em propriedades nos municípios de Aquidauana, Bodoquena, Corumbá, Coxim, Miranda, Sonora, Porto Murtinho, Ladário e Rio Verde.

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