Eleições: Queda de popularidade afeta planos bolsonaristas

Lula e Bolsonaro: petista é o maior adversário do presidente

Se as manifestações de 7 de Setembro foram convocadas para dar demonstrações de apoio maciço do País a Jair Bolsonaro e revitalizar seu prestígio, o dia seguinte não foi nada agradável para o presidente e seus seguidores. Além de complicar-se mais uma vez com desastradas declarações atacando as instituições e depois sentir-se na obrigação de retratar-se, o chefe da Nação continua vendo sua popularidade desabar e o apoio eleitoral acusar perdas significativas.

Uma pesquisa do Atlas Político constatou que a aprovação do presidente está em níveis muito baixos, embora com leve desaceleração no ritmo. De acordo com o jornal ‘El País’, a mudança de velocidade nesta queda se deve à base sólida que o Governo mantém. Em comparação com um mês atrás, a consulta realizada entre os dias 30 de agosto e 4 de setembro mostra que a avaliação positiva do Governo caiu de 37% para 35% e a rejeição subiu de 63% para 64%.

Os números sinalizam hoje uma derrota de Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2022, seja para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou para o ex-governador Ciro Gomes (PDT), o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM), o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) ou o governador de São Paulo, João Doria Jr (PSDB). Porém, é possível que o núcleo duro de apoiadores de Bolsonaro possa cumprir uma função importante.

Com essa base, tendo o Centrão à frente, ele não só inviabiliza o crescimento de uma terceira via, como pode abastecer a expectativa de capitalizar apoio nas ruas, demonstrar força popular e, quem sabe, reverter a queda na popularidade. A tarefa, contudo, torna-se mais difícil a cada dia. Bolsonaro tem a maior rejeição entre os principais possíveis adversários na disputa.

PROJEÇÕES

No segundo turno, o atual presidente perderia para os cinco eventuais pretendentes. A maior diferença é a registrada na disputa entre Lula e Bolsonaro (52,5% a 35,9% para o petista). A menor está no cenário em que Lula enfrenta Doria (39,7% a 36,3%). Bolsonaro empataria na margem de erro de dois pontos para mais ou para menos com o ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro (sem partido), e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB).

O maior adversário do bolsonarismo é Lula, que nesta amostragem viu a sua aprovação subir de 43% para 46%, enquanto a rejeição caiu de 54% para 48% em um mês. Ele também lidera todos os cenários projetados em primeiro e segundo turno na pesquisa. Todos os outros candidatos, se somados, têm porcentagem menor que os índices de Bolsonaro e do petista. A pesquisa Atlas ouviu 3.246 pessoas de forma online e randomizada, entre os dias 30 de agosto e 4 de setembro.

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