Gasolina: lideranças acertam congelamento da pauta fiscal

Sérgio Murilo e Lazaroto: decisão rápida em favor do consumidor

Depois dos 19 reajustes autorizados no ano passado pela Petrobras, enfim o preço da gasolina vai aliviar um pouco a pressão que vem exercendo sobre o bolso do consumidor sul-mato-grossense. A novidade veio após os entendimentos entre o governo estadual e o Sinpetro (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniências de Mato Grosso do Sul), que ajustaram o congelamento da pauta fiscal da gasolina.

Essa pauta reside no preço médio ponderado que serve de referência para a cobrança do ICMS. Isso deve representar uma economia de R$ 0,15 no preço do combustível. O ajuste ficou definido nesta quinta-feira (25), durante o encontro entre diretores do Sinpetro e o secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Sérgio Murilo. O reajuste de preços dos combustíveis é definido pela Petrobras. Se forem fixados novos aumentos, o Estado não tem margem de manobra para adotar medidas que amenizem o impacto ao consumidor, explica o secretário.

Ao admitir a necessidade de dialogar diretamente com a Petrobras, no caso de novos reajustes, Sérgio Murilo reforça que por enquanto a saída seria somente o congelamento. “O governo estadual só consegue ajudar o consumidor congelando a pauta fiscal da gasolina. Isso, inicialmente, por 15 dias. Depois nós vamos avaliar os reflexos sobre o consumidor”, ponderou. O Sinpetro tinha pedido a extensão dessa pauta fiscal pelos próximos 60 dias.

O Procon foi instruído para monitorar os preços dos combustíveis diante da nova medida. E vai apurar ainda porque o consumidor está pagando mais caro pelo litro do etanol, já que a Petrobras autorizou aumento apenas da gasolina e do diesel. O gerente-executivo do Sinpetro, Edson Lazaroto, elogiou o Governo pela rapidez na tomada da decisão. “Se fôssemos equiparar o preço de pauta, o combustível iria para R$ 5,50, o que acarretaria um aumento de R$ 0,15 no imposto. E isso não será repassado ao consumidor porque o Governo decidiu congelar”, explicou.

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