Imunização avança e melhora cenário da guerra anti-Covid em MS

Geraldo Resende, secretário de Saúde, faz a ressalva: “Não afrouxem a vigilância”

Os números da Covid-19 divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde enfim começam a dar um contraste animador ao panorama impactante que desde março de 2020 vem afligindo Mato Grosso do Sul. Os dados informam que estão diminuindo as notificações positivas, os óbitos e as internações, com a consequente queda na ocupação de leitos hospitalares.

Mais de 70% da população acima de 18 anos já tomaram a primeira dose e cerca de 32% a segunda. Ao atribuir os dados ao avanço da campanha de vacinação, aos cuidados preventivos da população e às medidas governamentais de combate à doença, o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, cobrou atenção redobrada e pediu ao povo que não afrouxe a vigilância.

“A pandemia está por aí, não acabou, segue infectando, lesionando, matando, trazendo dor, desespero e outras consequências”, salientou o secretário. A chegada de mais doses reforça a expectativa de que os municípios terão quantidade suficiente para avançar na imunização. O objetivo é imunizar até o fim de agosto pelo menos 80% da população com a primeira dose ou dose única da vacina.

Todas as médias de óbitos, casos confirmados e internações de Mato Grosso do Sul estão em queda. Julho deve fechar com a menor média mensal de casos. O mês com menor número de casos no ano tinha sido fevereiro: 20.507 ocorrências registradas e média diária de 732 casos. O pior mês foi justamente em junho, quando chegou a 44.686, com média diária de 1.489 ocorrências.

A taxa de contágio, um dos fatores que mostram a expansão ou controle da pandemia do coronavírus, segue abaixo de 0,90 há uma semana. Este dado é descrito pelos especialistas como positivo, mas eles alertam que ainda não é momento de relaxar nas medidas de restrição contra o vírus.

DELTA

Resende está apelando aos municípios para que intensifiquem a vacinação contra a Covid-19. Ele explicou que a preocupação é principalmente com as cidades que ficam nas regiões de divisa com São Paulo, Goiás e Paraná, estados onde já foi detectada a presença – e, em alguns casos, a transmissão comunitária – da variante Delta do coronavírus.

A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, afiança que até agora não há circulação da variante Delta no Estado. “A vigilância não identificou a genômica P4, que é a Delta. O que está circulando ainda é a P1. Mas no Rio de Janeiro já houve a transmissão comunitária da P4. Por isso, é necessário estar sempre alerta e fazer a prevenção com uso de máscara, vacina no braço D1 e D2, higiene das mãos e evitar exposições desnecessárias”, recomenda.

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