Lucas de Lima defende jornalistas na fila de imunização contra a Covid

Medida é condição fundamental para exercício da atividade, segundo a categoria

Nesta quarta-feira (7) o Brasil inteiro comemorou o Dia do Jornalista. O deputado estadual Lucas de Lima (Solidariedade) aproveitou a data para reafirmar seu compromisso de defesa das atividades jornalísticas, da liberdade de expressão e das garantias plenas inscritas no texto constitucional do Estado democrático e de direito. E ao abordar desafios da profissão, com coberturas arriscadas como a pandemia do coronavírus, solicitou a inclusão da categoria no grupo prioritário do Plano Nacional de Imunização contra o coronavírus em Mato Grosso do Sul.

De acordo com levantamento do Departamento de Saúde da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a partir das notícias e do acompanhamento por meio dos sindicatos do país, 169 profissionais morreram entre abril de 2020 e março de 2021. O dossiê também mostra que em três meses o número de mortes neste ano supera todo ano de 2020, quando foram registradas 78 mortes de abril a dezembro. Em 2021, são 86 vítimas, percentual 8,6% maior que no total de 2020.

“Somente em Mato Grosso do Sul, pelo menos sete profissionais da área não resistiram à doença desde dezembro”, observou Lucas de Lima. Para ele, o papel da imprensa tem feito a diferença na prestação de vários serviços, com notícias e informações de utilidade pública, que ajudam a orientar as pessoas e atualizá-las sobre o que acontece, além de contribuir com dicas sobre o que fazer para enfrentar e superar essa conjuntura passageira.

A reivindicação de Luas de Lima vem ao encontro de expectativas dos trabalhadores da imprensa no estado e em todo o Brasil. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais na Região da Grande Dourados (Sinjorgran) advogou, em nota à imprensa na última segunda-feira (5), a inclusão dos jornalistas nos grupos prioritários de vacinação contra a Covid-19.

O comunicado é assinado pelo presidente da entidade, jornalista João Carlos Torraca. O Sinjorgran avalia que se o jornalismo é atividade essencial, “nada mais justo, ético, correto e legal que o jornalista também tenha prioridade na vacinação”.

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