Mais um ano começa com a saúde da Capital em coma

Vereador volta a denunciar danos estruturais e até “gerente incompetente” em UBS

Não é de hoje que os campo-grandenses testemunham e se indignam com o desgoverno do poder público municipal. O setor de saúde está entre os motivos mais recorrentes. Para citar um dos exemplos passados, no dia 10 de novembro de 2018 um site local, Notícias Vip, publicou em letras garrafais o seguinte título: “UBS Aero Rancho não tem médicos e pacientes aguardam mais de 8 horas por atendimento”.

No subtítulo, mais uma informação complementar, reforçando os registros da inépcia gerencial, com o subtítulo: “O mesmo problema ocorre no Coophavilla II e em outros bairros da Capital”. A matéria em questão era um dos incontáveis relatos da imprensa trazendo informações das próprias comunidades sobre a desatenção a que estão submetidas quando precisam recorrer a uma unidade do sistema público de saúde do Município.

TUDO COMO DANTES

O exercício de 2021 já passou, o de 2022 foi iniciado e a atual gestão – do prefeito Marquinhos Trad (PSD) – dá sinais de que tudo vai continuar como dantes nesse quartel. Na quarta-feira passada, quinto dia de janeiro, o ano começando, e as denúncias se repetem. O vereador Marcos Tabosa (PDT) – que era líder sindical dos servidores e esteve na UBS Aero Rancho em 2018 para conferir a situação – voltou esta semana ao local. E ficou indignado com o que classifica de “desmando absurdo contra o povo”.

Segundo o vereador, a UBS está em situação crítica por falta de cuidados do poder público. “Praticamente caindo aos pedaços. Não tem sequer a autoclave, na Odontologia. Parte dos telhados está destruída”, exemplifica. Entretanto, o mais grave para o vereador é a maneira como a unidade vem sendo conduzida, tanto pelo prefeito, como pela Secretaria de Saúde (Sesau) e até pela gerente.

Ao comentar e criticar a conduta de Ana Paula, a gerente da UBS, Tabosa é taxativo: “Trata-se de uma incompetente. Não tem qualificação para esse tipo de cargo. E a Sesau sabe disso, sabe que ela não pode ser gerente. Mas quando alguém reclama ela bate no peito e diz que tem a indicação política, tem cobertura”.

O vereador lamenta que entristece qualquer campo-grandense ver uma UBS nesta situação, enquanto o prefeito não hesita em torrar R$ 60 milhões com publicidade e autopromoção. “E, além disso, vale observar que em dois anos a prefeitura recebeu R$ 4 bilhões para investir só em saúde. Mas a gente vai levar pra frente e continuar fiscalizando a gestão”, avisa.

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