Mesmo na pandemia, indústria gera 6,4 mil empregos em um ano

Números refletem trabalho desenvolvido pelo governo do Estado em conjunto com a Fiems

Desde que as primeiras contaminações pelo coronavírus começaram a ser registradas no Brasil, a ameaça de desemprego era revelada como uma das principais consequências da iminente crise econômica. Na indústria sul-mato-grossense, contudo, o cenário foi o inverso e, no período de março de 2020 a março de 2021, foram registradas 6.487 vagas formais de emprego, resultado de 67.516 contratações e 61.029 desligamentos.

Com isso, a indústria de Mato Grosso do Sul foi o segundo setor econômico que mais gerou empregos, ficando atrás apenas do comércio, que gerou 6.929 vagas formais. O segmento industrial ficou à frente do setor de serviços, que respondeu por 6.129 vagas, e agropecuário, que gerou 961 postos de trabalho. O resultado corresponde a 32% dos empregos criados em Mato Grosso do Sul no período.

Na avaliação do presidente da Fiems, Sérgio Longen, a indústria vem se ajustando às novas necessidades de produção decorrentes da pandemia e soube continuar produzindo, apesar das dificuldades.

“Nós tivemos um cenário favorável em 2020 e fomos surpreendidos pela nova onda da Covid-19 em 2021, mas de certa forma a indústria vem se ajustando. E isso acabou por dar uma tranquilidade para a população em termos de suprimento”, avalia Longen.

AMBIENTE FAVORÁVEL

Para o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, os números refletem o trabalho desenvolvido pelo governo do Estado em conjunto com a Fiems para criar um ambiente favorável aos negócios. “E um dos pontos importantes é que temos um foco muito grande no emprego. E o emprego obriga à procura por qualificação e o Sistema S está pronto para essa questão”.

Eduardo Riedel, secretário de Infraestrutura, também reforçou as ações que permitiram a criação de novas vagas de emprego. “Nós usamos um bordão que sempre foi trocar impostos por emprego. E a Fiems nos ajudou a construir essa equação. Uma política fiscal mais arrojada gera oportunidades para a população. São oportunidades de emprego, de formação, de educação e aí entra todo o Sistema S dando suporte para esse ambiente”.

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