Pandemia faz aumentar os relatos de ansiedade dos brasileiros

Pesquisa de universidade aponta o aumento massivo de sintomas de ansiedade nos últimos meses

Com a chegada da pandemia do novo coronavírus, em março deste ano, a realidade de muitas pessoas mudou. A recomendação para o isolamento social, as novas orientações em prevenção à saúde e o afastamento entre as pessoas trouxeram uma transformação na maneira de se viver, acarretando consequências, também, para a saúde mental.

Segundo pesquisa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), os transtornos da mente estão aumentando em escala preocupante durante os últimos meses. O estudo foi feito através de um questionário on-line durante os dias 20 de março e 20 de abril, que contou com a resposta de 1.460 pessoas de 23 estados. O levantamento aponta que os casos de ansiedade e estresse tiveram um aumento de 80%.

O psiquiatra Leonardo Fabrício Gomes Soares explica que existe a síndrome ansiosa e, dentro deste fenômeno, uma série de transtornos de ansiedade. “Por exemplo, existe o transtorno do pânico, a fobia social, além de fobias específicas. Todas essas patologias estão relacionadas, diretamente, à ansiedade”.

Leonardo conta, também, quais são os sintomas mais frequentes percebidos em pessoas com ansiedade. “É possível perceber quadro de ansiedade constante, preocupação excessiva, sofrimento antecipatório, medo de que algo ruim está para acontecer à qualquer momento e dificuldade em relaxar”.

O psiquiatra salienta que, geralmente, o quadro de ansiedade pode estar ligado à inquietação. “Uma pessoa ansiosa não consegue ficar parada. A mente funciona o tempo todo e uma das queixas mais comuns em consequência à tudo isso é a fadiga, o cansaço, a insônia, que ao colocar a cabeça no travesseiro, a mente não desliga, ela continua produzindo pensamentos”.

De acordo com Leonardo, é necessário buscar assistência à saúde mental quando o quadro de ansiedade se manifesta, pois, à longo prazo, pode gerar sequelas para no corpo e na mente. “Uma pessoa ansiosa, à longo prazo, vai vivenciar alguns desgastes, como a falta de sono e alteração do apetite. A tensão é muito comum na ansiedade e, ao final do dia, o indivíduo está com dor no corpo inteiro sem ter feito nenhum tipo de atividade física”.

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