Pesquisa mostra evolução de Riedel nas intenções de voto para 2022

Pré-candidato tucano embola com Rose e Marquinhos na disputa liderada por Puccinelli

O secretário estadual de Infraestrutura, Eduardo Riedel (PSDB), está avançando nas intenções de voto para governador e neste momento embola a corrida sucessória de 2022. Ele compõe com a deputada federal Rose Modesto (PSDB) e o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), o trio de possíveis concorrentes na disputa que, por enquanto, vem sendo liderada pelo ex-governador André Puccinelli (MDB).

Este é o panorama revelado no mais recente levantamento do Instituto Ranking Brasil, divulgado esta semana. Realizada de 10 a 14 deste mês, com duas mil entrevistas ouvindo eleitores e eleitoras dos 16 aos 75 anos, em 35 dos 79 municípios, a consulta adota um intervalo de confiança de 95% e 2% na margem de erro, para mais ou para menos.

Em 2018 o Instituto Ranking foi a única empresa de pesquisa a acertar que haveria segundo turno em Mato Grosso do Sul, assim como os resultados para governador e presidente da República.

Em 2020, o Instituto realizou pesquisas em 51 municípios, nos quais obteve o maior número de acertos, com destaque para a capital do estado. Mais recentemente, “cravou” o resultado da eleição da OAB/MS em novembro de 2021.

Em um dos cenários simulados pelo instituto, na pesquisa estimulada (quando os nomes são apresentados aos entrevistados), Puccinelli tem 30,25%, Marquinhos 24,15% e Riedel 15,40%. Os números indicam que neste cenário o pré-candidato tucano é o que mais vem crescendo. Enquanto Puccinelli e Marquinhos se articulam há anos para a disputa, Riedel foi indicado pelo PSDB como pré-candidato no início do segundo semestre deste ano. Ele é considerado desconhecido por ser novato na política.

 

ADESÕES

O secretário de Infraestrutura vem conquistando o apoio de importantes lideranças, resultado dos mais de R$ 1 bilhão em investimentos em todos os municípios do Estado na área de infraestrutura. À medida que cresce nas pesquisas, vai ganhando adesão de integrantes dos partidos dos seus principais adversários. No final de novembro, em Mundo Novo, o deputado Londres Machado (PSD) disse: “Não temos que pensar em pessoas, temos que pensar em projetos. Temos que pensar em quem é que conhece os projetos. Quem senta na cabeceira da mesa e conversa com todos os prefeitos é o Riedel”.

Londres é marido da prefeita de Fátima do Sul, Ilda Machado, também do PSD. O prefeito Gilberto Garcia (PL), de Nova Andradina, também declarou seu apoio ao secretário. “Ele estruturou o Estado, fez as reformas amargas e doídas, e hoje está preparado para continuar avançando. Por isso, eu digo: tem que continuar. O melhor é continuar, para que todos os municípios sejam beneficiados”.

O MDB de Puccinelli também rachou. O deputado estadual Eduardo Rocha, marido da senadora Simone Tebet (também emedebista), assumiu no início de dezembro a Secretaria Estadual de Governo e Gestão Estratégica (Segov), pasta ocupada por Riedel antes de assumir a Seinfra. No mesmo dia, Marco Aurélio Santullo tomou posse como secretário especial do Escritório de Assuntos Estratégicos com os Municípios. Ele é ligado à ministra da Agricultura, Teresa Cristina, do DEM, partido que mais elegeu prefeitos em 2020, perdendo apenas para o PSDB, que comanda 35 prefeituras no Estado.

BAIXA REJEIÇÃO

Eduardo Riedel tem a seu favor ainda, conforme a pesquisa do Instituto Ranking, o baixo índice de rejeição (3,65%), enquanto Zeca do PT lidera neste item, com 30,35%, André Puccinelli tem 25,70% e Marquinhos Trad, 13,25%. Numa disputa acirrada, ao analisar a trajetória dos experientes políticos que lideram a pesquisa do Instituto Ranking, André e Marquinhos podem enfrentar dificuldades.

O emedebista obteve 61,33% dos votos válidos quando se elegeu governador pela primeira vez em 2006 – e em 2010 foi reeleito com 55,99% dos votos (recuo de 5,343%). Já Marquinhos Trad chegou à Prefeitura da Capital em 2016 com 58,77% (241.876 votos) e na reeleição, no ano passado, enfrentando candidatos notadamente sem grande potencial eleitoral, teve 218.418 votos (52,58%), ou seja, perdeu 23.458 eleitores de um pleito para o outro.

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