Saúde alerta população a redobrar cuidados com a Covid em MS

Pandemia já registra o crescimento dos óbitos de pessoas que não têm comorbidades

Embora seja na média o Estado que mais vacinou sua população contra a Covid-19, Mato Grosso do Sul ainda continua enfrentando a voracidade de uma doença que vem ceifando vidas diariamente e, em vários municípios, com número e situações cada vez mais preocupantes. Um desses dados está a exigir redobradas apreensões: a quantidade de óbitos de pessoas sem comorbidades – ou doenças pré-existentes – vem aumentando significativamente.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, nos primeiros 12 dias deste mês, do total de óbitos em consequência da Covid 23,4% não tinham comorbidades. As autoridades confirmam que cresceu o número de pessoas que morreram infectadas pelo novo coronavírus que não tinham nenhuma doença crônica prévia. Em menos de dois meses, o Estado teve mais que o dobro de vítimas fatais do coronavírus sem histórico de doenças e atingiu 59 óbitos nestas circunstâncias.

PAINEL SAÚDE

Uma das pesquisas realizadas por veículos locais de comunicação focalizou os dados analisados pelo Jornal Midiamax no Painel Mais Saúde, atualizados até a última segunda-feira (12). De março até 11 de abril haviam sido registradas 59 mortes por Covid-19 em pessoas sem comorbidades. O número é 126,9% maior que o registrado nos dois primeiros meses do ano.

Em janeiro e fevereiro, Mato Grosso do Sul teve 26 mortes de pessoas sem doenças prévias pelo coronavírus. A vítima sem comorbidades mais jovem que faleceu por Covid-19 tinha apenas 25 anos. Era de Três Lagoas e foi notificada com a confirmação da infecção em 8 de janeiro, três dias depois de ter feito o teste RT-PCR – considerado padrão ouro. Quatro dias depois ela faleceu. Assim como as outras 199 vítimas, não possuía qualquer doença pré-existente.

Em Três Lagoas, na divisa MS-SP, nos primeiros 80 óbitos registrados até fevereiro de 2021, pessoas sem doenças pré-existentes somavam 6,25% do total. Já nos 80 dias seguintes esse total subiu para 25%. Apesar disso, os dados mostram redução nos óbitos de pacientes com doenças pulmonares, passando de 26,25% para 7,8% do total de falecimentos nesse período.

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