Lana Rodrigue

“A cidade precisa crescer com a mais ampla justiça social”
Candidata a vereadora quer ajudar Campo Grande a ser modelo de combate às desigualdades

Elanai Rodrigue – ou Lana, apelido de família – há muitos anos faz em Campo Grande um trabalho voluntário de apoio às famílias mais fragilizadas, principalmente as que não têm casa própria, vivem em situações precárias e sofrem com o desemprego.

Ela afirma que o inconformismo é mais forte quando vê crianças e idosos em situação de vulnerabilidade. Pelo papel que vem cumprindo, Lana foi chamada pelo governador Reinaldo Azambuja para integrar a equipe das políticas sociais do governo.

Seu desempenho chamou a atenção das lideranças do PSDB, que a convidaram para candidatar-se a vereadora. Aceitou o desafio, convencida que com um mandato poderá fazer mais e ajudar Campo Grande a ser um modelo nacional de combate às injustiças e desigualdades.

FOLHA DE CAMPO GRANDE – Quais os estímulos que a convenceram a disputar uma cadeira na Câmara Municipal?
LANA RODRIGUE – Sinto-me motivada todo o tempo para combater as injustiças. Muito antes de imaginar que seria candidata já estava na luta pelas pessoas mais vulneráveis, excluídas. A luta contra as injustiças pressupõe, em síntese, lutar pelos direitos fundamentais da pessoa na saúde, na educação, na moradia, no emprego, no transporte, no lazer. Mas também é essencial, hoje mais do que nunca, defender e proteger as mulheres, crianças e adolescentes contra a violência doméstica e os abusos sexuais.

FCG – Já existe alguma ideia ou projeto para levar adiante caso seja eleita?
LR – É preciso desenvolver mais aplicativos de denúncia contra a violência doméstica e acionar os mandatos e instâncias pertinentes para melhorar as leis, no sentido de torná-las mais rigorosas, garantir, por exemplo, a prisão imediata do agressor de mulheres e de pessoas que não podem se defender. É preciso ter leis que venham inibir, de fato, a violência sexual contra crianças e adolescentes. E não basta só o rigor das penalidades. É necessário que as vítimas das agressões tenham cobertura do poder público, tanto a psicológica como a financeira, alimentar, acolhimento.

FCG – Campo Grande está chegando a um milhão de moradores, mas ainda não respondeu a todas as demandas sociais e  econômicas. O que está faltando e qual o papel de uma vereadora nesse contexto?
LR – O vereador é um agente transformador que está no cargo para trabalhar pelos interesses da população. Mesmo com sua ação limitada, porque não é executor de obras e nem pode aumentar despesa, sua área de atuação é das mais amplas. Além de fiscalizar o Executivo e elaborar leis, é um alicerce da democracia, um porta-voz da sociedade. Pode apresentar leis e propostas com fins sociais, econômicos, culturais. Numa cidade que cresce dessa forma, o vereador ou vereadora pode, por exemplo, atuar no fomento e na ampliação da agricultura familiar em mais bairros, lutar por mais cursos técnicos, para garantir renda e desenvolvimento econômico à família.

FCG – Duas questões interrelacionadas desafiam o crescimento humano da cidade: o transporte de massas e a mobilidade urbana. Qual sua opinião sobre a implantação de alternativas como o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e a construção de viadutos?
LR – É extremamente importante a criação de pistas para ônibus para que o transporte se torne mais ágil. E sendo condução básica do trabalhador assalariado, eu vou lutar por mais concorrência no serviço, para que o valor da tarifa seja mais acessível. No caso dos viadutos, são, sim, uma alternativa para melhorar o fluxo do trânsito. O metrô e o VLT já são meios de transporte de massa que Campo Grande precisa pensar com maior atenção.

FCG – Qual mensagem gostaria de manifestar para os campo-grandenses?
LR – Se queremos mudança, precisamos ser a mudança. Renovar é bom? Pode ser. Mas não é tudo. O importante é inovar, é ter responsabilidade, é não prometer o que não se pode cumprir, é ser simples e objetivo ao traçar metas, definir prioridades e segui-las. Eu tenho um sonho, o de que todas as pessoas, absolutamente todas, tenham oportunidades, e não apenas uma parcela da sociedade. As pessoas de comunidades mais afastadas e mais carentes têm o direito às mesmas oportunidades acessíveis a quem mora no Centro ou nas áreas próximas e que são melhor atendidas pelo poder público. Os bairros não podem ser guetos.

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