SÉRGIO DE PAULA

“Mato Grosso do Sul vai crescer ainda mais este ano”
Secretário especial afirma que combate à pandemia não prejudica a marcha do desenvolvimento

Peça indispensável na engrenagem que impulsiona as intervenções políticas e eleitorais do PSDB e do governador Reinaldo Azambuja, Sérgio de Paula é um dos nomes de referência entre os principais articuladores que Mato Grosso do Sul já produziu. Sem a preocupação de aparecer na mira das câmeras e optando quase sempre pelo labor discreto, cumpre com eficiência os papéis que assumiu no governo e na política: é o secretário especial de Azambuja e presidente regional do PSDB.

Provavelmente, de Paula seja o amigo e auxiliar que mais tem proximidade na história política de Azambuja, desde sua eleição para prefeito em Maracaju. A partir daí esteve à frente da coordenação estratégica e operacional de suas campanhas – e só não venceu uma, a de prefeito em Campo Grande, quando entrou na última hora, levou a disputa para o segundo turno e por pouco não se elegeu.

Nesta entrevista à FOLHA, destaca o sucesso do governo estadual na retomada do crescimento, com as melhores taxas de geração de empregos do País; no desempenho que virou referência nacional de prevenção e combate ao coronavírus; na safra de investimentos governamentais; e aborda a definição do pré-candidato à sucessão de Azambuja, o secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel.

 

FOLHA DE CAMPO GRANDE – O que explica a saúde financeira de um Estado que enfrenta as mesmas dificuldades de um País economicamente enfraquecido?
SÉRGIO DE PAULA – O governador Reinaldo Azambuja assumiu em 2015 com o firme propósito de tornar o Estado viável economicamente. Apesar de ter sido mal compreendido por alguns setores, hoje é possível vislumbrar um Estado próspero, viável e com todas as condições para receber investimentos privados. Nosso cenário econômico é um dos melhores entre as 27 unidades da Federação. Porém, não foi fácil chegarmos até aqui. Foi preciso cortar na própria carne e assumir de peito aberto algumas decisões duras e amargas. Esta responsabilidade do Governo, com certeza, será um dos principais legados à população de Mato Grosso do Sul. Para fazer uma ideia, temos os melhores índices de empregos e renda. Vamos crescer mais este ano, puxados pelo agronegócio e pela valorização das commodities. E o mais importante: os investimentos continuam firmes em ações do Governo Presente com obras nos 79 municípios.

FCG – Qual a proporção de investimentos com recursos próprios, incluídas as contrapartidas, e verbas de outras fontes no Programa Governo Presente?
SP – Do total lançado naquele evento uma semana antes do início da pandemia, no Albano Franco, com R$ 4,2 bilhões previstos, já licitamos algo em torno de R$ 2,5 bilhões. São obras a pleno vapor em cada canto do Estado. Há uma semana estivemos em Porto Murtinho inaugurando obras de vital importância para o escoamento de nossas riquezas, via Hidrovia do Rio Paraguai. Só no município, nosso Governo já investiu mais de R$ 58 milhões. Por que isso? Porque o governador Reinaldo Azambuja é um homem obstinado pelo municipalismo, tem visão de futuro e crê que Porto Murtinho retomará em definitivo a vocação econômica de um porto de exportação. Vai ser a nova Paranaguá. Entretanto, Porto Murtinho é apenas um exemplo das ações responsáveis do nosso Governo em todas as regiões. Creio, como sul-mato-grossense de coração, que a nossa população vai colher outros frutos num futuro bem próximo.

FCG – O Estado já fez tudo que podia para controlar a pandemia ou ainda falta melhor participação da sociedade na prevenção?
SP – A receita para o controle efetivo do coronavírus ninguém tem. Todos nós temos parcela de responsabilidade. Não é e nunca será uma tarefa só do Governo, pois trata-se de um inimigo comum de todos nós. Por isso, enquanto a vacina chega de forma lenta, precisamos fazer a nossa parte, ou seja, cumprir as regras sanitárias de higiene pessoal, como lavar as mãos sempre com água e sabão ou álcool gel, evitar aglomerações e usar sempre a máscara. A prevenção ainda é o melhor remédio. É preciso reforçar que o nosso governador já disponibilizou R$ 100 milhões para aquisição de uma vacina. Mas, como os demais estados, não temos o medicamento disponível no mercado. Mas estamos prontos para cumprir a missão de imunizar toda a população. Enquanto isso não acontece, o secretário de Saúde, Geraldo Resende, e seus colaboradores, estão diuturnamente lutando numa guerra sem fim para garantir medicamentos, leitos hospitalares e outras ações em nome da segurança de nosso povo.

FCG – Qual a previsão para estender a vacina a outras faixas da população?
SP – Estamos dependendo do Ministério da Saúde para continuar com a vacinação das pessoas com faixa etária maior. O governador reforça todo dia sua preocupação com a falta do imunizante, mas o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, garantiu que até à próxima semana vamos receber mais uma quantidade para continuar a cumprir essas etapas em nosso Estado. Hoje, segundo pesquisa do Ministério da Saúde, somos um dos estados com maior eficiência no quesito vacinação. Estamos trabalhando muito para que toda nossa população receba a vacina até o final deste semestre.

 FCG – Mesmo sob o impacto da crise causada pela pandemia, o PSDB traça projetos eleitorais para 2022. Quais as prioridades de curto e médio prazos até chegar lá?
SP – Como frisei na primeira pergunta, quero reforçar que, diferente de outros estados, o nosso governador fez o dever de casa muito bem feito. Portanto, não temos essa crise toda enfrentada por outros governadores. Assim que terminamos a eleição municipal, com a eleição de 37 prefeitos e 232 vereadores, maioria absoluta dos nossos municípios, reunimos o comando regional do PSDB para um balanço muito positivo de nossa atuação nos pleitos municipais. Nessa reunião, decidimos em comum acordo colocar o nome do secretário estadual Eduardo Riedel (de Governo e Gestão Estratégica) como pré-candidato à sucessão do governador Reinaldo Azambuja. Este projeto não tem prazos. O nome já está nas ruas. Vamos conduzir todas as articulações buscando uma grande aliança com todas as forças que queiram preservar um governo com filosofia municipalista, que coloca em primeiro lugar o investimento no ser humano, realizando obras estruturantes para a melhoria da qualidade de vida de quem mora e trabalha nos 79 municípios, independentemente de cores partidárias.

FCG – A pré-candidatura de Eduardo Riedel já está posta ou falta algum sinal mais contundente do governador e do próprio PSDB?
SP – Está a pleno vapor. Temos um longo caminho a percorrer para levar uma nova mensagem, um novo perfil e uma proposta de modernidade para que Mato Grosso do Sul continue a crescer de forma sustentável e responsável. Eis o verdadeiro desafio para o secretário Eduardo Riedel, que sem dúvida alguma é um dos melhores quadros do PSDB e vai, seguramente, conduzir essas etapas com a sua competência, sua sensatez e seu equilíbrio, requisitos imprescindíveis para um homem público que pretende construir o melhor futuro para os 2,3 milhões de homens e mulheres que vivem no Estado.

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