Geraldo Silva

EDITORIAL

Temos etanol. Temos opção. Falta solução.

As vantagens: polui menos, é renovável, mais barato – ou deveria ser – que combustíveis fósseis, é solúvel em água e sua matéria-prima absorve o gás carbônico. Este é o etanol, ou álcool etílico, que deveria ser a solução de melhor resultado para a economia popular no Brasil. Mas não é.

Enquanto a sociedade se revolta e se indigna com tantas oscilações de preços da gasolina, principal combustível utilizado no país, impõe-se ao mesmo tempo a necessidade de rediscutir ou de colocar na ordem do dia das autoridades máximas, políticas e econômicas, um sistema de aproveitamento em massa das novas alternativas de abastecimento.

Mato Grosso do Sul está entre os cinco maiores produtores nacionais do etanol. E não se beneficia disso no que diz respeito a quem consome esse produto como combustível de seus veículos.

O impulso ao setor é crescente. Confiram o exemplo de Jaraguari, uma das menores cidades do Estado, que em março de 2021 terá instalada em seu território a primeira usina de etanol de milho pela empresa Petromar. Jaime Verruck, secretário estadual de Meio Ambiente, considera a iniciativa importante “por oxigenar um novo segmento e agregar valor a uma matéria-prima importante para a economia estadual, que é o milho”.

A matéria-prima pode ser também a cana-de-açúcar, a beterraba, a mandioca e até mesmo a batata. O Brasil é o segundo maior produtor e consumidor de etanol do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Porém, é essencial aos brasileiros uma política de preços que contemple toda a cadeia econômica, priorizando o consumidor. Sem solução, segue a exploração.

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