Loki: o Deus da Mentira voltou

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Em Vingadores: Ultimato, Loki (Tom Hiddleston) roubou o Tesseract – pense em um cubo brilhante com poderes infinitos – e então desapareceu. Nos segundos iniciais de sua nova série de mesmo nome, ele reaparece então no deserto de Gobi, onde diz aos locais confusos que está sobrecarregado com o propósito glorioso de dominar o mundo deles. Mas assim que as palavras saem de sua boca, um punhado de soldados aparece, prendendo-o por crimes contra a Linha do Tempo Sagrada. Loki é levado assim a algum lugar chamado AVT – Autoridade de Variância de Tempo – uma vasta organização encarregada de garantir que todos os cronogramas concebíveis do Universo sejam mantidos em apenas um. Loki – acusado de interromper o fluxo adequado do tempo, tornou-se assim uma variante – por isso, é levado perante uma juiz (Gugu Mbatha-Raw) que está prestes a proferir a sentença, quando o agente Mobius M. Mobius (Owen Wilson) intercede. Loki, ele explica, é necessário para uma missão extra-especial.

O Loki de Hiddleston aqui evoluiu de um megalomaníaco com delírios de grandeza destruidora do universo para um anti-herói que sempre foi amado por Thor com um lado sensível e inclinação para a decência. Em suma, Loki é multifacetado, e os espectadores verão a maioria dessas facetas na série, além de algumas facetas surpresa incluídas. Preso na vasta burocracia da AVT, como um criminoso prestes a ser autuado, ele tem que responder a perguntas idiotas de burocratas, enquanto barganha pelo cronograma que ele acredita ser seu por direito.

Já o Mobius M. Mobius de Wilson o atrai com seus próprios gracejos enquanto Loki tenta atacar impotente. Juntos, não há exatamente um núcleo de uma equipe de comédia vencedora aqui, mas existem os ingredientes potenciais para uma série decente de policiais camaradas.

Sendo assim, agora Loki será ameaçado não por um super-herói, mas por outra versão de Loki cujos truques ele admira apaixonadamente. E a maior ameaça parece ser a própria AVT: ali todos os que Loki encontra na organização parecem um tanto desumanos – estranhos não apenas no estilo de vida, mas na personalidade. Se até mesmo os personagens mais malucos do MCU emanam alguma humanidade, a equipe da AVT permanece estranhamente apática, e até cruel.

Essa é uma ideia provocativa de um estúdio que é conhecido por planejar meticulosamente cada etapa de sua narrativa. E é arriscado: por mais que Loki possa contrariar a tradição, e continuar sendo um show da Marvel assistido por fãs que celebram essa atenção granular ao quadro maior. Um dos produtores, Michael Waldron, também trabalhou no roteiro da sequência de Doutor Estranho, então as chances de que esta temporada de 6 episódios eventualmente se vincule a Linha do Tempo Marvel são altas.

Loki, ao buscar inspiração não no método Marvel estabelecido, mas nas narrativas mais soltas dos quadrinhos, parece um reinício refrescante para a franquia. A série indica aos fãs que pode não ser essencial que tudo esteja completamente conectado. Talvez algumas histórias possam ser apreciadas como, digamos, variantes autônomas.

5 pipocas!

Disponível no Disney+.

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