The Head: isolados no gelo

The-Head-Principal

Em Ninguém Quer a Noite de 2015, a diretora Isabel Coixet já alertava:
quando a luz se apaga no Ártico, não são apenas as sombras que aparecem, mas também nossas verdades mais profundamente enterradas.

The Head é uma série dirigida por Jorge Dorado, a partir de um roteiro escrito pelos irmãos Álex e David Pastor. Nela se usam cenários nevados e gelados, do outro lado do globo, para construir um espetáculo de seis episódios, que giram em torno de mistério, terror e isolamento.

Essa série é para aqueles de nós que sofreram a mesma coisa em primeira mão ultimamente – sendo trancados em vossas casas por meses, graças à uma sangrenta pandemia – The Head fornece algum consolo, porque percebemos aqui que as coisas poderiam ser bem piores.

The Head começa com uma festa animada com a intenção de se despedir de alguns dos trabalhadores da estação de pesquisa polar que está voltando para seus países de origem – por sorte, no último dia de sol. Entre eles está o comandante Johan Berg (interpretado pelo dinamarquês Alexandre Willaume), cuja esposa Anikka (sua compatriota Laura Bach) ficará para trabalhar nesta remota tundra durante os meses sombrios de inverno que estão por vir. A escuridão será a única opção por meses.

Então, meses depois, quando o sol começa a brilhar mais uma vez, Berg retorna à base científica, preocupado porque não tem notícias de sua esposa há dias. Mas, para sua surpresa o que ele encontra é um mórbido e horrendo caminho de sinais inexplicados de violência, além de vários cadáveres e uma dos membros da equipe – a doutora Maggie (atriz escocesa Katharine O’Donnelly) – em um estado desastroso tanto emocional quanto mental. Só tem ela pra explicar toda a confusão agora.

– O que aconteceu?

É a partir daí que começa a investigação.

A garota começa a falar mas, não sabemos se ela está falando a verdade, é claro. O processo de juntar os pedaços do que aconteceu a essa equipe de dez seres humanos isolados na Antártica durante os meses de escuridão, acontece com a ajuda de constantes flashbacks. Ao entrelaçar o passado e o presente, além das memórias de felicidade conjugal dos protagonistas – que às vezes se mostram um pouco profundas e reveladoras, a estrutura dos primeiros episódios desta série é gradualmente construída.

– Quem teria e qual seria a motivação de assassinar todas as pessoas dali?

A vida na inóspita Antártida já rendeu muitas boas histórias. E esta é uma dessas.

5 pipocas!

Disponível na Globoplay.

Compartilhe: